Falta de monitores para venda de bilhetes da Área Azul em Juiz de Fora gera problemas

O sistema de estacionamento rotativo em Juiz de Fora, que foi implantado para facilitar o acesso as vagas, conta com alguns problemas em relação a falta de vendedores de bilhetes da Área Azul na região central. A cidade conta com mais de 1.600 vagas para carros, sendo 400 para motocicletas, que estão distribuídas nos bairros de maior fluxo da cidade. As reclamações em relação à falta de vendedores, parte não só dos condutores, mas também dos comerciantes. Em algumas das principais ruas de mais fluxo do Centro, foi detectado a total ausência de monitores da Área Azul, gerando reclamações não só relacionadas à venda de bilhetes, mas também a ausência de fiscalização que compromete a rotatividade.

Nas ruas Espírito Santo, Marechal Deodoro e Constantino Palleta não foram encontrados monitores para venda de bilhetes.

O advogado Giuliano Mendes foi encontrado na Rua Constantino Palleta e descreveu os serviços da Área Azul como deficiente, pois necessita diariamente da utilização do sistema rotativo, e questiona também, a falta de monitores nas ruas, e da dificuldade de manuseio com o bilhete do estacionamento.

Já na Rua Oscar Vidal, também foi encontrado falhas da Área Azul. Alguns condutores encontram monitores sempre que necessitam estacionar, mas o comerciante José Heleno, relata que isso nem sempre acontece. José permanece sempre na Rua Oscar Vidal com sua barraca de frutas, e diz que muitos o procuram para compra de bilhetes e questiona à falta de pontos de vendas. Sendo assim, o comerciante se dispôs a comprar bilhetes para revender a condutores que necessitam estacionar.

Na Rua Rei Alberto, uma funcionária da Área Azul, relatou que um dos maiores problemas é a sobrecarga em relação aos monitores, resultando na ausência de tais nas ruas.

Apenas na Rua Braz Bernardino que não foi encontrado falhas de acordo com os comerciantes. Foi localizado uma monitora, e a rotatividade parecia estar sob controle.

A vendedora Amanda Martins, diz que não houve reclamações de usuários em relação ao problema. Amanda diz sempre encontrar a monitora responsável pela rua, quando é solicitada para ajudar clientes. Relatou também que na Rua Braz Bernardino não existe dificuldades para compra de bilhetes, porque além do monitor da Área Azul, a rua conta com dois pontos para a venda.

A Área Azul é de uma empresa terceirizada (3s) que tem contrato com a Prefeitura de Juiz de Fora. A Settra (Secretaria de Transporte e Trânsito), órgão responsável pela fiscalização da empresa, recebe diariamente reclamações sobre a Área Azul, e diz fazer o possível para trabalhar em cima das cobranças feitas na central de atendimento que a secretaria possui.

De acordo com a Settra, as reclamações feitas podem resultar em punições à empresa, ou até mesmo na extinção de contrato. A secretaria disse que providências estão sendo tomadas diariamente para que o problema em relação aos monitores não continue falho.

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(Fotos: Acessa.com)

 

Camila Medeiros